Isso é Magis
03
nov

O ultramaratonista Fernando Pangaré bate seu recorde em Israel

Fernando Pangaré, ou Fernando Luciano Barros Xavier, cumpriu sua meta de terminar a prova em menos de quinze horas, apesar dos muitos desafios. Entre eles um engarrafamento inesperado em Madri, que quase o fez perder o voo para Israel. A solução foi, como sempre, acreditar em si mesmo e “usar as pernas”, conforme ele mesmo diz. Veja o vídeo em que ele próprio conta a aventura.

O recordista cearense de quilometragem acumulada (carioca mas cearense de coração) conseguiu chegar a tempo para pegar o avião, competir, e ainda bater o próprio recorde. A Magis tem muito orgulho em fazer parte dessa vitória.

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A ultramaratona Suvev- Emek, realizada a 100 Km de Israel, é uma das provas de deserto mais difíceis do mundo. A prova tem três voltas de 33,3 Km, que passam por uma cadeia de montanhas. A largada é perto da madrugada, com um frio intenso, em uma situação muito específica. Pangaré conta que, neste trecho, é preciso correr com uma lanterna na cabeça, que dá a visão de aproximadamente dois metros à frente. Depois das 5h30, o sol aparece e, o clima muda: “ Começa a virar uma panela de pressão. São os extremos, ou é geladeira ou é maçarico”.

O preparo para enfrentar o mais recente desafio envolveu 12 provas em seis meses, incluindo maratona, meia-maratona e corridas de rua convencionais. Os treinos em Baturité foram para acostumar com a altitude. Pangaré usou a experiência dos anos passados para pensar na preparação.

A hospedagem também foi inusitada. Como único brasileiro competindo, teve direito a inscrição, hospedagem, transporte para o local da prova e alimentação. Ele fez parte de um intercâmbio realizado pela organização da prova, chamado de “famílias receptivas”. Foi hospedado na casa de um atleta, localizada a 5 Km da Faixa de Gaza.

Por sorte, não foi preciso desviar de nenhuma bomba, a Faixa de Gaza não é o principal alvo dos conflitos neste período. “O frio na barriga”, segundo Pangaré, foi saber que estava em meio a outro povo, outra cultura, com uma pronúncia de inglês difícil de ser compreendida.

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Os trinta e cinco anos de dedicação ao esporte foram determinantes para superar tantas dificuldades. O preparo e a tranquilidade do atleta falaram mais alto e Pangaré bateu o próprio recorde. Nos dois anos anteriores, seu tempo ficou acima de 15 horas. Dessa vez, ele chegou em 14h34 min (ainda não é o tempo oficial, que segundo o maratonista, deve ter cerca de cinco minutos a mais). Foi o feito mais recente de uma maratona maior, da vida. No dia da prova, o atleta não deixou de expressar sua gratidão pelo apoio da Magis:

“Eu gostaria de agradecer a Magis, em particular, ao Deda Studart, por me permitir retornar a Terra Santa, concretizando o sonho de estar presente em uma das provas de deserto mais difíceis do mundo. Sou o único brasileiro na ultramaratona de 100 Km que acontece hoje. Em 2013 e 2014, estive aqui, também como único brasileiro, o que demonstra e comprova o grau de dificuldade da competição. Levarei, com certeza, no meu coração, todo o carinho e toda a afetividade que a Magis tem me proporcionado. Forte abraço.”

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Nós, da Magis, também agradecemos o carinho e comemoramos a sua marca, Pagaré! É muito gratificante fazer parte da sua luta e poder contar uma história que, com certeza, inspirará a muitos, pois mostra que heróis de verdade são forjados no dia a dia, com persistência e garra até os últimos minutos! Parabéns!